O museu da múmia Juanita – Santuarios Andinos

Também chamada de A Donzela de Gelo, a famosa múmia foi encontrada em 1995 no topo do vulcão Ampato, localizado a pouco menos de 100 km de Arequipa, Peru. Juanita (nome dado à ela pelos homens que tiraram-na do gelo) foi uma garota inca, sacrificada como oferenda aos deuses durante um ritual no alto do vulcão, sua idade beira os 12 ou 14 anos. Ela foi enterrada ao lado de diversos objetos da cultura inca e ficou presa no gelo por 500 anos, num pico de 6.310 m de altitude.

Apesar dela não ter sido a única múmia a ser encontrada no local – outras crianças também foram descobertas – a Dama de Ampato (outro apelido) é uma das múmias mais bem conservadas do mundo.

Atualmente, a cidade de Arequipa abriga Juanita. A múmia está no Museo Santuarios Andinos de la Universidad Católica de Santa Maria e pode ser visitada – por aqueles que tiverem um estômago mais forte, claro. De qualquer forma, poder conhecer a múmia Juanita foi uma das melhores experiências da minha vida.

Juanita

Visita

O museu não é muito grande. Ao entrar, o visitante depara-se com um pátio de poucos bancos que é de certa forma, charmoso. Numa das laterais há uma sala onde são vendidos os ingressos, os suvenires e é onde está o guarda- volumes. Não é permitido fotografar dentro do museu. Eles pedem que as câmeras sejam deixadas lá [guarda-volumes] – achei seguro, os funcionários guardam os equipamentos na sua frente e deixam a chave com você.

A visita é controlada, ou seja, só pode ser feita com guia do próprio museu. Você vai ao museu no horário que quiser, mas, chegando lá, é necessário aguardar um pouco para que haja um número específico de turistas para adentrar no ambiente – o grupo de visitantes não é muito grande. Após mostrar o ingresso e aguardar no pátio, os visitantes são encaminhados para uma pequena (e simples) sala de cinema. Nesse recinto é passado um vídeo, de quinze minutos, sobre a múmia Juanita – o áudio e a legenda são escolhidos de acordo com as nacionalidades das pessoas que estão no ambiente, como não entram muitas, isso não chega a ser um problema.

Santuarios Andinos

Em seguida, um guia entra na sala e pergunta quem prefere fazer a visita em inglês e quem prefere espanhol. Nesse ponto, dividem o pessoal em dois grupos – cada um com um guia. Os visitantes são encaminhados para uma terceira sala, que, na verdade, é um corredor comprido e gelado com algumas salas laterais. Nele há várias peças que foram encontradas tanto com Juanita quanto com as demais múmias. São várias caixas de vidro com os artefatos. Os guias levam os visitantes de mostruário em mostruário explicando as peças de cada um – os trajetos feitos por cada conjunto é diferente, obviamente. Em nenhum momento o ambiente fica tumultuado, não entram muitas pessoas nessa área interna do museu.

No fim do corredor há uma cortina preta, separando outro local. Atrás dela está a múmia Juanita. Nesse recinto entra um grupo por vez. Lá é ainda mais frio que o corredor. A múmia está em um caixote de vidro bem ao centro. O gelo a cobre quase por inteiro. Sem dúvida alguma, é impressionante. Está super conservada. É possível observar os detalhes do rosto, com muita clareza. Aliás, uma coisa que chega ser até um pouco chocante: é impossível não perceber que aquele corpo é de uma criança. Juanita está em posição fetal e embalada nos trajes incas. Além da Donzela de Gelo, há no ambiente alguns artefatos que foram encontrados junto dela, mas chega a ser difícil tirar os olhos da múmia.

Após conhecer o local onde Juanita dorme todas as noites, os visitantes são encaminhados para a “porta” pela qual entraram: a cortina preta. De volta ao corredor, o guia abre uma porta em uma de suas laterais – a saída. Todos estão novamente no pátio.

Apesar de o Museo Santuarios Andinos de la Universidad Católica de Santa Maria abrigar uma peça de grande valor histórico, ter um bom atendimento [funcionários] e ser organizado, não pude deixar de ponderar alguns pontos negativos durante o passeio que, na minha opinião, deveriam ser reparados:

  • Não achei legal o fato de a visita poder ser feita somente com um guia do museu,  mesmo entendendo que isso se dá por conta do controle do número de visitantes. O museu não oferece nenhum folder sobre as peças ou aqueles quadros explicativos ao lado dos artefatos. Se você não pegar a explicação do guia, fica boiando – os guias falam muito rápido e nem todas as pessoas conseguem acompanhar; a visita só pode ser feita em inglês ou espanhol.
  • Outra coisa que achei ruim: a legenda e o áudio do filminho, lá no início do passeio. Um estava diferente do outro, ou seja, as pessoas que escutavam recebiam uma informação diferente das que liam. Para mim isso foi péssimo. De certa forma, os visitantes são obrigados a assisti-lo; sim, ele é super informativo e permite uma noção geral sobre o que foi o ritual que sacrificou Juanita e como ela foi encontrada. Mas, a informação passada para os visitantes deveria ser checada, tanto áudio quanto legenda, em todos os idiomas fornecidos.

Serviço

Calle La Merced Nº 110, Arequipa-Perú

Site do museu aqui.

Valores e dúvidas aqui.

Capa:

Nad Hemnani

Atualizado em: 13 de agosto de 2018 às 11h23.

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