Dicas para fazer intercâmbio

Fazer intercâmbio. Essa ideia permeia a mente da maioria das pessoas. Viajar, conhecer gente nova, ter experiências diferentes, lidar com o desconhecido, tudo isso está no imaginário de quem pretende ter uma experiência fora.

Contudo, se aprofundarmos mais o assunto, questões do tipo “por onde começar?”, “para onde ir?”, “quanto custa?”, “quanto tempo ficar fora?” e muitas outras começam a surgir e tornam essa ideia que, a principio, é maravilhosa, em algo assustador.

Veja a seguir algumas considerações importantes de se ter na hora de decidir fazer um intercâmbio.

Por onde eu começo?

 Objetivo da viagem:

A primeira coisa que você tem que pensar é: “porque eu quero fazer intercâmbio” e “o que eu espero dele”. Entende? Você deve se perguntar o que pretende com essa experiência.

Além disso, é importante ter em mente o tipo de intercâmbio que quer fazer. Idioma, voluntário, trabalho remunerado, trabalho na Disney, au pair, curso e por ai vai. Qual opção mais se encaixa com o que você quer?

Socializar:

Uma boa coisa de se fazer para ajudar você a decidir sobre o seu intercâmbio é conversar com quem já fez um. Vale falar com amigos, conhecidos e até mesmo entrar em grupos de intercâmbio ou viagens do Facebook e perguntar o ponto de vista do pessoal. Não se esqueça de construir a sua própria opinião a partir de contatos e, assim, realizar uma viagem que tenha a sua cara.

Além disso, a maioria das grandes cidades brasileiras promove feiras de intercâmbio ao longo do ano. Elas são ótimas para você ficar por dentro dos programas para estrangeiros das instituições do mundo todo.

Destino:

Já sabe o que quer fazer lá fora? Então um bom passo é se informar a respeito dos países que oferecem esse modelo de intercâmbio. Durante essa pesquisa, procure fugir do senso comum.

Estados Unidos, Inglaterra e Canadá são os destinos mais procurados por quem quer aprender inglês. Mas você já pensou em Malta? Ou na Nova Zelândia e Austrália?

Cursos e graduação você pode pesquisar nos sites de escolas e universidades do mundo inteiro. A maioria das instituições estrangeiras aceita estudantes de outros países, basta fuçar o site e ficar por dentro do processo de candidatura.

O trabalho voluntário pode ser feito em diversos países, como África do Sul e Peru. Contudo, você sabia que é possível ser voluntário em escolas na Polônia? Há vários destinos para escolher, sem contar que você pode trabalhar com crianças, animais ou meio ambiente.

  • Agências de intercâmbio:

Intercâmbios voltados para aprender uma língua, como inglês, francês e espanhol, são muito comuns e relativamente fáceis de encontrar. A maioria das agências de intercâmbio disponibiliza pacotes com esse fim, basta você pesquisar as escolas oferecidas por essas empresas, bem como os valores, duração e opções de países. As Cias mais presentes nesse ramo são a STB e CI. Não se esqueça de pesquisar a escola que você escolheu, independentemente do que o pessoal da agência fala dela, procure saber se ela é uma instituição de ensino séria.

A AIESEC e a CI oferecem opções de intercâmbios voltados tanto para o trabalho voluntário quanto para o remunerado. Basta pesquisar a fundo a instituição que você pretende ajudar (isso é muito importante em um trabalho voluntário: saber o máximo sobre a instituição). Saiba que a AIESEC é uma organização estudantil sem fins lucrativos, portanto uma viagem por ela é muito mais barata.

No Brasil, a STB é a intermediaria para a realização do famoso “trabalho na Disney”, o Cultural Exchange Program. O intercâmbio dura, mais ou menos, três meses e você pode trabalhar com remuneração em uma das diversas funções dos parques, tanto o da Califórnia quanto os de Orlando.

Através de sites como o Worldpackers você pode oferecer trabalho em troca de hospedagem, geralmente em hostels. Dá para trabalhar com comunicação, pintura e muito mais. Há também diversas agências, como a STB, que fazem o trâmite para quem quer ser au pair, principalmente nos EUA.

Empresas de intercâmbio, escolas ou universidades no exterior também oferecem cursos de curta ou longa duração nas mais diversas áreas, como tecnologia, moda e comunicação. Logo, muitos desses cursos podem ser fechados diretamente com a instituição. Por isso, se algum tema chama a sua atenção pesquise as universidades pelo mundo que oferecem cursos de curto prazo.

Você já pensou em cursar a faculdade no exterior? Saiba que muitas universidades brasileiras, privadas ou não, oferecem um período de mobilidade a seus alunos. Checou se a sua é uma dessas? Além disso, através de programas como o Erasmus é possível se candidatar à universidades estrangeiras, há a possibilidade de fazer graduação, pós ou mestrado. Outra opção para os brasileiros é o ENEM, pois por meio dele é possível entrar em universidades portuguesas.

Não esqueça que, em caso de dúvidas, é muito importante você entrar em contato com a empresa por trás do seu intercâmbio, assim, você fica a par de todos os trâmites da viagem.

Duração e Gastos:

Quanto tempo eu posso ficar fora? 1 mês, 3 meses, 6 meses ou 1 ano? Tenha em mente que a duração da viagem pode variar de acordo com o programa escolhido.

Tenho dinheiro suficiente para sobreviver durante esse período no destino que quero? Qual é a moeda usada nesse país?

Aliás, programe-se o quanto antes para comprar a moeda do país de destino. Além disso, procure calcular um “gasto diário”, assim você terá uma ideia de quanto de dinheiro levar em forma física.

Em geral, “gastos” se enquadra em: passagem aérea, moradia, alimentação e hábitos pessoais (higiene, passeios, compras).

Há também a questão de enviar dinheiro para o exterior. Para isso, pesquise os formatos fornecidos por casas de câmbio, como a GetMoney, e por empresas de cartão, como o VTM, da Visa. Vale também conversar com o seu banco, para saber como a transferência é feita por meio dele. Informe-se sobre a taxa de depósito, taxa de saque e IOF.

Moradia:

A primeira coisa que você tem que pensar é que está indo para morar na cidade, não para visitar. Você terá um estilo de vida, portanto é importante pensar em um lugar de fácil acesso para viver. A não ser que a instituição que promove o seu intercâmbio forneça moradia.

Também é possível alugar um apartamento ou quarto em muitos sites, como o Airbnb e o próprio Booking. Sem contar que há diversos grupos no Facebook intitulados “Aluguel em tal lugar”. Atente sempre à forma de pagamento, ao período que você ficará no lugar e ao contrato com o proprietário do lugar.

  • Passaporte

Certifique-se de que seu passaporte tem validade para até três meses depois que você voltar (muitos países pedem isso). Caso você não tenha um passaporte, não deixe para fazê-lo na última hora.

  • Visto

O lugar para onde você vai pede visto para o tempo que vai ficar? Também não deixe isso para a última hora! Providencie seu visto o quanto antes – basta entrar no site do consulado do país de destino.

  • Seguro

A maioria dos países exige que o intercambista possua um seguro saúde – você pode conferir o valor do seguro no site do consulado. É muito importante viajar com um, independentemente da duração ou objetivo da viagem. Caso o país de destino seja Portugal, através do formulário PB4 (Brasil – Ministério da Saúde) você pode usar o Sistema Público de Saúde de lá.

Não fique na dúvida

Para ter o máximo de confiança possível sobre o intercâmbio que você irá fazer, tire todas as suas dúvidas, sem medo de ser feliz. Pesquise bastante e entre em contato com a agência ou instituição de destino sempre que necessário.

Capa:

Kimson Doan

Atualizado em: 6 de agosto de 2018 às 16h01.

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