Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)

O certificado ou carteira internacional de vacinação e profilaxia (CIVP) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela e outras doenças antes da viagem. Esse documento é essencial para entrar em muitos países. Por isso, antes de viajar certifique-se da necessidade do CIVP no território de destino. Caso sua viagem tenha conexões, confira se seu país de escala exige o CIVP.

Há três categorias de países: os com risco de transmissão de febre amarela, os que exigem a vacinação de viajantes provenientes de países com risco de transmissão e os países que exigem o CIVP de viajantes de qualquer país.

Alguns dos países que exigem o CIVP : África do Sul, Argentina, Austrália, Bahamas, Bolívia, Brasil, China, Colombia, Costa Rica, Egito, Índia, Indonésia, Peru e Tailândia. Neste relatório da OMS (em inglês), você encontra as recomendações de cada país não só para a febre amarela, mas também para a malária e outras doenças. Atente também para as recomendações da ANVISA e do Ministério das Relações Exteriores em relação ao seu país de destino no Portal Consular.

Vale sempre ficar atento à lista da OMS, pois muitos países com risco de transmissão não exigem a carteira internacional. E por isso, sempre pesquise sobre seu destino antes de embarcar no avião. De qualquer forma, fato é que independentemente do país exigir ou não o CIVP, é muito importante manter a vacinação em dia.

Como fazer o CIVP?

Primeiro, você deve tomar a vacinar contra a febre amarela – para a emissão do documento, a vacina deve ser tomada, no mínimo, 10 dias antes da viagem. Qualquer posto de saúde aplica a vacina gratuitamente e caso a aplicação seja feita em algum estabelecimento privado, é necessário que este seja credenciado a ANVISA. É muito importante guardar o comprovante.

Hoje, é possível solicitar gratuitamente o CIVP online ou presencialmente. Em ambos os casos, é necessário:

  • CPF
  • Comprovante de vacinação preenchido com: data de vacinação, fabricante e lote completo da vacina; assinatura do profissional que realizou a vacinação; e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

CIVP presencial 

Para adquirir o CIVP presencialmente, é necessário fazer um pré-cadastro no site da ANVISA, isso agiliza o atendimento na hora de fazer o Certificado.

Então, é só levar sua Carteira Nacional de Vacinação em algum Centro de Orientação Para a Saúde do Viajante, que pode ser a ANVISA (presente em quase todos os  portos e aeroportos do país), uma Secretária de Saúde, unidades do SUS ou alguma clínica credenciada. Além disso, é necessário apresentar um documento de identificação, como RG, passaporte ou CNH.

Atualmente, não é preciso apresentar comprovantes da viagem (como a passagem), para que o CIVP seja emitido; mas, caso você tenha, não custa levar. Vale ressaltar ainda que “o cartão de vacinação deve estar preenchido corretamente com a data de administração e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde foi vacinado”, de acordo com o Portal ANVISA. Para emitir o CIVP para menores de 18 anos é necessário apresentar a certidão de nascimento.

A emissão do CIVP é muito rápida, o documento fica pronto na hora. Porém, caso o estabelecimento esteja cheio, o atendimento pode demorar. Por isso, cuidado para não emitir seu CIVP no aeroporto apenas no dia da viagem.

CIVP online

Para obter o Certificado online, basta fazer a solicitação online pelo porta gov.br. O CIVP fica pronto no prazo de 10 dias úteis e é enviado para o seu e-mail para que seja impresso e assinado por você.

* Atualmente, segundo a OMS, não é necessário renovar o CIVP.

De acordo com o Portal ANVISA, “caso o  cidadão não tenha o comprovante de passagem ou voucher para apresentar ele poderá justificar o deslocamento em carro próprio, viagem em motorhome, ônibus fretado, dentre outros, devendo ser considerado outras formas de comprovar a viagem, como por exemplo: comprovante de hospedagem (hotel, albergue, residência particular etc), documentação de aluguel de carro ou motorhome ou frete de transporte, comprovação de participação em evento (congresso, curso dentre outros)”.

* Viajantes que não podem tomar a vacina contra a febre amarela devem ter em mãos um atestado médico, escrito em inglês ou francês, esclarecendo as razões da contraindicação. Veja aqui o modelo indicado pela ANVISA.

Brasil

Por conta dos surtos da febre amarela em alguns estados brasileiros, como São Paulo, nos últimos anos, os países que constam na lista de vacinação da OMS exigem que brasileiros tomem a vacina. Portanto, é necessário apresentar o CIVP.

Assim, hoje é indicado que brasileiros que não irão viajar também tomem a vacina contra a febre amarela. As áreas com recomendação para a vacinação são: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada pelo vírus RNA e transmitida pela picada de mosquitos infectados. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Para evitar a febre amarela, a solução é a vacinação. A vacina é gratuita e pode ser aplicada em postos de saúde ou em clínicas particulares credenciadas pela ANVISA – os postos da ANVISA e os Centros de Orientação Para a Saúde do Viajante não aplicam a vacina. Vale lembrar que a aplicação da vacina pode acontecer a partir dos 9 meses de idade e é contraindicada em casos de gravidez, aleitamento materno, alergia a componentes da vacina, imunodepressão e idade acima dos 60 anos. Além disso, para a imunização deve-se considerar a ocorrência de hipersensibilidade, histórico de reação anafilática após ingestão de ovo e presença de neoplasia maligna.

Atualmente, quem já foi vacinado contra a febre amarela não precisa se vacinar novamente – antes, a orientação da OMS era que a vacina deveria ser renovada em um intervalo de 10 anos.

Clique aqui e aqui para saber mais informações a respeito do CIVP. Aqui você pode saber mais sobre a febre amarela.

Capa:

Suhyeon Choi

Atualizado em: 16 de março de 2020 às 13h30.

2 comentários sobre “Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)

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